segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

NÚMERO DE ALUNOS ESPECIAIS AUMENTA NAS ESCOLAS

NÚMERO DE ALUNOS ESPECIAIS AUMENTA NAS ESCOLAS
Número de alunos especiais aumenta nas escolas
Desde 98, o número de alunos deficientes em escolas especializadas cai, enquanto aumentam as matrículas em escolas convencionais.
O número de alunos com necessidades especiais está aumentando nas salas de aula do Brasil. E esse crescimento da chamada educação inclusiva pode ser notado na rede pública de ensino, como mostra a reportagem de César Menezes.
Julia fica sempre na primeira carteira, bem perto do quadro negro, porque enxerga pouco. “É legal, a gente aprende mais e dá para brincar com os colegas”.
Ela mora em Cuiabá. Desde 2004, o número de alunos especiais nas escolas públicas da cidade subiu de 62 para 327. Essa inclusão acontece em todo o Brasil.
Desde 98, o número de alunos deficientes em escolas especializadas cai, enquanto aumentam as matrículas em escolas convencionais.
O consultor João Felipe comemora, mas diz que mais escolas precisam se preparar para receber alunos especiais. "É um processo em curso e a gente tem que pegar isso como incentivo e continuar trabalhando dentro daquilo que a gente tem como perspectiva".
Segundo ele, construir rampas é importante, mas não basta. As escolas precisam ter material didático e equipamentos adequados, além de professores treinados.
Uma escola bem preparada atende melhor o aluno com deficiência, mas não é só isso. Ela também promove a inclusão. Um bom exemplo está em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Um programa de inclusão foi implantado em 2005. Como os pais percebem o bom resultado nas provas e na vida dos filhos, o número de matrículas aumenta.
Em 2005, foram 78. Esse ano, há 348 alunos deficientes matriculados na rede municipal. Monaliza aprende a andar sozinha pela escola. Renato Almeida, de 13 anos, não perde nada nas aulas, é um dos melhores alunos de matemática. "Eu aprendi na máquina que tinha a professora que ensinava o braile".
Além dos alunos, pais e professores fazem cursos para ensinar do jeito que a criança pode aprender. "Quando o aluno tem o recurso e as pessoas que estão à sua volta têm a noção de que ele é capaz e o que pode ser feito para que alcance isso, aí a inclusão acontece de verdade", afirmou a educadora Jurema Dantas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Deficiências - Mário Quintana

Pensamento de Hallahan e Kauffman...

"Nós não devemos deixar que as incapacidades
das pessoas nos impossibilitem
de reconhecer
as suas habilidades".

Adolescer com deficiência mental: a ótica dos pais.

Texto organizado por Olga Maria Bastos e Suely Ferreira Deslandes. è uma narrativa de pais de adolescentes com deficiência mental, baseado nas orientações de Thompson (1998) e Byron-Good (1996).
RESUMO: organizado pelas blogueiras Joseane e Simone.
Considerando a mudança orgânica que o corpo sofre e ainda o imaginário social que constrói a adolescência como uma etapa de transformações cognitivas.
# Greydaneis et al, diz que espera que os adolesentes tenham um menor cuidado com o corpo e maior com a saúde e que além da irritabilidade, mau humor e impulsividade são extremamente contestadores dos pais.
# Erickson diz também que a principal tarefa da adolescência é a aquisição da identidade.
E os adolescentes especiais?
Caso não apresentem alguma doença concomitante que possa dificultar o início da adolescência (puberdade, maturidade,...) se dará da mesma maneira que nos adolescentes sem deficiência.
O que geralmente encontra-se comprometido é o desenvolvimento psicossocial, pois sofre influências de vários fatores e o meio ambiente e a cultura são fundamentais na predição do sucesso da transição da criança ao adolescente.
# Identidade pessoal: recebe influências da sociedade e o contato com pessoas da mesma idade pode ter como conseqüência uma "ausência de representações" que repercutirá em determinadas áreas do desenvolvimento mental.
O convívio social, tão importante, nem sempre é estimulado pelos familiares, consequentemente, os adolescentes com deficiência mentalutilizam menos os recursos comunitários disponíveis, resultando numa falêncai das habilidades sociais, importantes para o seu desenvolvimento e sua integração social.

CONTEXTO DA PRODUÇÃO DAS NARRATIVAS
Os adolescentes tinham entre 11 a 19 anos, mas com predomínio da faiza etária de 12 a 14 anos (9 adolescentes de 14).
A linga história destes pais, tendo em vista a idade dos filhos, foi elaborada com o que foi incorporado das relações familiares e sociais, muitas vezes revelando o modo como lidaram com os estigmas epreconceitos. Também foi influenciada pelos discursos médicos, já que faz parte da rotina destas famílias.
Nas narrativas, para os pais as transformações corporais, quando na verdade é muito mais que isso, na adolescência especial devemos considerar: emancipação, atividades sexual, preparação prfissional e a busca por uma vida inependente, ou seja, precisa ser RESSIGNIFICADA pelos adultos que a cerca.
O DESABROCHAR DA SEXUALIDADE
Para Grami, os pais das pessoas com DM acreditam que a sexualidade dos filhos é revestida somente de afetividade, "pura", quando na realidade a sexualidade desses indivíduos é muito aflorada, ou seja, fica fora de controle e de seu domínio.
Para Rimmerman, a puberdade dos adolescentes com Dm agrava a sobrecarga física e mental desses indivíduos.
CONCLUSÃO
Tendo em vista a importância da aquisição de uma maior autonimoa para que os adolescentes possam vivenciar este momento da melhor forma possível faz-se necessário algumas ações:
# Oportunizar o aprimoramentodas competências e habilidades dos adolesentes com Dm;
# Oportunizar caminhos para a autonomia, para realizar tomadas de decisão sobre o seu destino e a vivência satosfatória de todas as etapas do seu colo de vida.
CONTATO DA FONTE: olgab@iff.fiocruz.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Portadora de paralisia cerebral vira advogada em São Paulo



Em uma cadeira de rodas, com limitações de coordenação motora e dificuldades para falar, a bacharel em direito Flávia Cristiane Fuga e Silva, de 26 anos, vai receber sua carteira de advogada nesta quinta-feira (29) e será a primeira defensora com paralisia cerebral do estado de São Paulo. Ela foi aprovada no exame 133 da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – SP) e com o registro na ordem pode atuar como defensora em qualquer lugar do país. Flávia mora em São José dos Campos, a 91 km de São Paulo. Como o resultado do exame já foi divulgado, ela já possui o registro na OAB-SP, de número 269.203. Mesmo com as dificuldades que enfrenta, ela foi aprovada num exame no qual 84,1% dos 17.871 inscritos não atingiram a pontuação necessária para passar. Como digita num teclado virtual e só usa a mão esquerda, a bacharel teve oito horas para fazer a segunda fase do exame, segundo a OAB, ao contrário dos colegas que possuem apenas cinco. Muitas amigas da mesma classe dela ainda não conseguiram passar na prova.
Flávia escolheu fazer o curso de direito por influência do pai, Eliezer Gomes da Silva, que é advogado e também porque queria defender seus direitos como portadora de deficiência. “Queria brigar pelo direito das pessoas portadoras de necessidades especiais que são tolhidas pela sociedade”, disse ela, por intermédio de seu pai, que ajudou na entrevista ao G1, por telefone. A advogada afirmou também que ficou feliz ao saber que havia passado no exame, mas já esperava o resultado por ter estudado bastante. Ela cursou faculdade na Universidade do Vale do Paraíba (Univap) entre 2001 e 2005 e conseguiu concluir o curso no tempo normal.
Faculdade
Como não tinha condições de anotar o que o professor dizia nas aulas, Flávia prestava atenção. Depois tirava cópia do que as colegas anotavam e estudava em casa. “Ela sempre tirou nota boa, sempre acima de sete, sabíamos que ela conseguiria passar na OAB”, disse Silva.


Na hora da prova, segundo seu pai, os professores faziam um exame de múltipla escolha para ela poder responder mais facilmente, já que só era necessário apontar a resposta correta. Como não tem coordenação motora para usar a caneta, Flávia contava com a ajuda de alguém da família que ia até a faculdade nos dias de prova. Flávia já trabalha junto com o pai, no escritório dele, fazendo peças jurídicas em casos de direito de família. Ela gosta mais da área de direito penal, mas desistiu segundo conta Silva, pois seria inviável trabalhar na área devido a necessidade de locomoção constante, para ir a delegacias e presídios e também porque exige que o advogado fale mais, inclusive diante de um júri. A advogada é totalmente dependente para se locomover, comer, tomar banho, entre outras coisas. A família conta que sempre lutou pelos direitos da filha e, junto com outros pais de São José dos Campos, conseguiu que a rede pública criasse uma escola para os portadores de deficiência. Uma vez a cada seis meses, a advogada vai ao Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, para fazer tratamento. A moça começou a estudar com sete anos de idade e nas primeiras quatro séries sentiu dificuldades e teve de fazer o período de quatro anos em sete. Depois, pegou o ritmo e conseguiu concluir o ensino médio com 21 anos.
Aceitação
Apesar das dificuldades, ela procura manter uma vida social ativa saindo com as colegas para o cinema, teatro e shopping. Quando o programa envolve restaurante, a mãe vai junto para ajudar a filha.

“No início ela tinha dificuldade de se aceitar, mas quando foi conhecendo pessoas como ela, teve força de vontade e conseguiu suplantar os problemas”, conta o pai. “Hoje em dia ela é uma moça muito contente, alegre e está sempre rindo. Tem várias amigas e até as ajuda com trabalhos jurídicos”, acrescenta. Além do direito, Flávia também dedica seu tempo a um curso de pintura e até já expôs seus quadros no Fórum Trabalhista de São José dos Campos, em fevereiro deste ano.

A diferença está nos olhos de quem vê...

Viva as diferenças com seus direitos e deveres